Sunday, April 27, 2008

Pelas ruas triste e só

A criança rota e descalça
Traz a camisola presa por uma alça
Fruto do desfrute maternal
De um momento carnal
Veio ao mundo despido
Mais valia que não tivesse vindo
Por vontade parental
Deixado a deambular
Espera agora a fome saciar
Algures por aí
Deixado à sua sorte
Parece atrair a morte
De uma fraqueza sem fim
Com os pés nas pedras
Sente a alma de cada uma delas
Deixa-se andar
Deixa-se vaguear
Pelas ruas triste e só
Vai a meter dó
A cada transeunte estica a mão
À espera da libertação
Daquela dor que o consome
Mas ninguém lhe mata a fome
Ninguém lhe mata a fome!
Posted by Cauinha in 05:38:19
Comments

One Response

  1. Anonymous says:

    Passo o tempo contando o tempo…
    Passo as horas vendo os minutos passar…
    Perco-me nesta contagem…
    E anseio…
    Anseio ver-te…
    Anseio tocar-te…
    Estar apenas contigo…
    E as saudades crescem…
    Crescem a velocidade incontrolável…
    E só tu… apenas tu…
    Tudo o que preciso…
    Para me achar!

    Just Me

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